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Trabalhos Científicos
Resumo
 
Tema
 
Avaliação histológica da reparação de enxertos ósseos autógenos e alógenos frescos congelados em coelhos
Histological analysis of the healing of autogenous and frozen fresh allografst in a rabbit model
 
Autores
 
Wilson Roberto Sendyk*
Maurício Rebello M. Querido**
Carlos Eduardo X. S. Ribeiro da Silva***
 
Resumo
 
O objetivo deste trabalho é avaliar a formação óssea através da atividade celular que ocorre na área de junção entre o leito receptor e os enxertos autógeno e alógeno fresco congelado em coelhos. Foram selecionados 18 coelhos da raça New Zealand, sendo que, do total, três foram doadores do osso do fêmur para preparo do enxerto alógeno fresco congelado, que foi enxertado no lado direito do corpo da mandíbula dos 15 animais restantes. Cada coelho recebeu, como controle, um enxerto de osso autógeno proveniente de sua crista ilíaca, fixado na base esquerda da mandíbula. Os coelhos foram divididos em três grupos. No grupo I, os animais permaneceram com os enxertos por quatro semanas; no grupo II, permaneceram com os enxertos por oito semanas; no grupo III, permaneceram com os enxertos por 12 semanas. Após o final do período de cada grupo, os animais foram sacrificados e realizada a coleta dos materiais. Os espécimes foram enviados para descalcificação e preparo das lâminas. Através da histologia, foram avaliadas a atividade celular e a união dos enxertos com o leito receptor. Os resultados obtidos mostram que a atividade celular nos enxertos autógenos é mais intensa, desde o início do processo reparativo, o que permitiu que novo osso se formasse mais precocemente. Os enxertos alógenos foram vascularizados no processo de reparação óssea e apresentaram repovoamento celular parcial nas 12 semanas de pós-operatório. Somente os enxertos autógenos foram povoados completamente por células ósseas viáveis, no terceiro mês.
Unitermos - Transplante ósseo; Enxerto alógeno; Enxerto autógeno; Crista ilíaca.
 
Abstract
 
The aim of this work is to evaluate the bone formation through the cellular activity that occurs in the junction area between the autogenous and the allogenous frozen fresh grafts, and the receiving bone bed, in a rabbit model. Eighteen New Zealand rabbits were selected, with three of them used as donors of the femoral bone in order to prepare the allogenous frozen fresh graft, that was inserted at the mandibular right angle of the 15 remaining animals. Each rabbit received, as a control, an autogenous bone graft harvested from the iliac crest, fixed on the left mandible base. The fifteen animals were divided in three groups. In the group I, the rabbits remained with the grafts for four weeks; in the group II the animals remained with the grafts for eight weeks; in the group III they remained with the grafts for twelve weeks. After the period of each group, the animals were sacrificed and materials collected. The materials were sent to the decalcification process in order to proceed histological processing. Through histological analysis, the cellular activity and the bonding graft at the receptor site were evaluated. The obtained results showed that the autogenous grafts provided a greater cellular activity since the beginning of the healing phase. This is the reason for earlier bone formation at the autogenous bone grafts. The allogenous bone grafts were mainly vascularized at 12 weeks, with partial cellular ingrowth.
Key Words - Bone transplants; Allogenous grafts; Autogenous grafts; Iliac crest.
 

* Livre-docente em Odontologia - Unicamp; Doutor e mestre em Periodontia - Fousp; Professor titular da disciplina de Periodontia e Implantodontia - Universidade de Santo Amaro/Unisa; Coordenador do Mestrado em Odontologia - Unisa.
** Mestre em Implantodontia - Unisa; Especialista em Implantodontia - Unisa; Professor do curso de Especialização em Implantodontia - APCD.
*** Doutor em Cirurgia de Cabeça e Pescoço - Universidade Federal de São Paulo; Professor titular da disciplina de Estomatologia Geriátrica do Mestrado em Implantodontia - Unisa.

     
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