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Fototerapia no tratamento de parestesia
06 de dezembro de 2011 • 18:30

O procedimento cirúrgico pode ser, no primeiro momento, bem-sucedido, porém, muitos pacientes se queixam de alterações de sensibilidade no local operado, como sensações de frio, formigamento, dormência, pressão etc. Tais sensações, conhecidas como parestesia, são provocadas por lesões no tecido nervoso, ocasionadas por acidentes cirúrgicos que acabam interrompendo o fluxo de impulsos nervosos na região.

Antônio L. B. Pinheiro, cirurgião-dentista especializado em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial e professor titular da Universidade Federal da Bahia, explica que danos aos nervos são acidentes que podem acontecer durante a cirurgia. “Dentre as causas mais comuns de lesão, estão os procedimentos para a remoção de terceiros molares inferiores, retidos ou impactados, e inserção de implantes na região posterior da mandíbula. Neste caso, o nervo mandibular é o mais afetado, normalmente”.

A parestesia pode ocorrer por causa de perfurações com agulhas, infecções, fraturas, cirurgias de implante, exodontias, disfunções do metabolismo, doenças degenerativas e reações a medicamentos. Os sintomas vão além da alteração de sensibilidade bucal, podem causar dor e outras complicações. “Tratamos diversas patologias do complexo maxilofacial, incluindo as dores de ATM, dores musculares, paralisias faciais, nevralgia do trigêmeo, aftas, úlceras traumáticas, herpes, trismo, alveolites entre outras”, explica o cirurgião-dentista.

A lesão nos nervos pode causar outros problemas além da parestesia. Existem várias enfermidades que comprometem os sistemas sensitivos e os motores. No caso de lesões no nervo facial, que é o principal do rosto, podem ocorrer paralisias. Nos casos virais, normalmente, os movimentos da face são recuperados dentro de dez dias. Nos casos de traumas, a recuperação dependerá da severidade da situação e, em alguns casos, a motricidade pode não ser resgatada por completo.

Para resolver esses incômodos, os cirurgiões-dentistas estão usando a laserterapia. Esses impulsos, propagados em baixa intensidade, trazem cada vez mais casos positivos na melhora e cura das parestesias. Os impulsos de luz aplicados otimizam a circulação, estimulam a regeneração nervosa, promovem reparação tecidual e muitas vezes são utilizados antes mesmo da anestesia, por favorecerem a circulação e, consequentemente, a absorção do anestésico, evitando o desconforto do paciente.

“Devido aos efeitos modulatórios que essas luzes produzem, observamos respostas pró-inflamatórias, analgésicas e reparadoras. No caso das anti-inflamatórias, a luz causa o início precoce da inflamação e faz com que a mesma se conclua mais rapidamente. A analgesia é causada pela liberação de endorfinas e encefalinas estimuladas pela luz e, além disso, otimiza a condução nervosa devido à influencia na bomba de sódio e potássio. No caso do reparo, a luz estimula a diferenciação e a proliferação das células e, em algumas delas, incita à secreção de substâncias, como os fibroblastos, que produzem colágeno”, explica o Dr. Pinheiro.

E quanto antes for diagnosticado os sintomas da parestesia, mais fácil é a chance de garantir a reabilitação total. Outra vantagem é que seu uso não apresenta contraindicação, o paciente não sente dor, não possui efeitos colaterais e boa parte dos tratados com esse método apresenta melhoras significativas.

 
 
 
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