Nova seção da revista ImplantNews, coordenada
pelo doutor Dario Adolfi, que abordará toda a seqüência
de casos clínicos desde o planejamento prévio
até a colocação dos implantes. Nesta edição,
o assunto é “Integrando os procedimentos clínicos
e laboratoriais nas próteses sobreimplantes”.
Integrando os procedimentos
clínicos e laboratoriais
nas próteses sobreimplantes
Comparada
com a maioria das disciplinas que constituem a reabilitação
oral, a Implantodontia tem sofrido, nos últimos anos,
uma grande inovação tecnológica desde
a sua aplicação clínica pelo professor
P-I Brånemark há mais de 40 anos.
Essas inovações estão relacionadas com
os novos procedimentos cirúrgicos, desenhos e superfícies
dos implantes, assim como com tudo o que se refere à composição
estética sobre os mesmos.
Com o conhecimento da biologia ao redor dos dentes e implantes,
os profissionais podem planejar e prever cada vez mais o sucesso
desse tipo de tratamento, tanto no aspecto funcional quanto
no estético. Mas não devemos nos esquecer que
o sucesso vai depender da perfeita integração
entre os profissionais responsáveis por essas tarefas,
como protesista, cirurgião e técnico dental.
O protesista tem como atribuição avaliar a saúde
bucal do paciente e planejar e coordenar as diversas etapas
de trabalho com outras especialidades como a Ortodontia, Endodontia,
Periodontia, Implantodontia etc.
Cabe a ele a responsabilidade pelas restaurações
provisórias de alta qualidade antes e após a
colocação dos implantes, definir padrão
oclusal, colocar guias cirúrgicas, fazer adequado condicionamento
gengival para a obtenção de um correto perfíl
de emergência e contorno cervical.
Além disso, o protesista realiza moldagens e modelos de trabalho perfeitos,
faz o registro de mordida e a seleção dos componentes prótéticos.
Cabe ao cirurgião fazer a avaliação clínica e radiográfica
dos tecidos duro e mole, bem como o planejamento e adequação
das técnicas cirúrgicas, enxertos ósseos e gengivais,
seleção do implante e verificar a correta posição
do implante para o caso em questão, colaborando para o futuro resultado
estético.
Já o técnico dental tem a responsabilidade pelo enceramento de
diagnóstico e a morfologia; confecção das restaurações
provisórias, análise da cor e do sistema cerâmico, considerando
ainda a construção cerâmica e o desenvolvimento da textura
e o brilho superficial.
Esta série de matérias que agora anunciamos vem ao encontro da
necessidade de uma integração completa, principalmente, entre
o protesista e o técnico laboratorial. Vamos, assim, exemplificar as
melhores opções restauradoras atuais sobreimplantes tanto para
um único dente, seja anterior ou posterior, assim como para o desdentado
parcial e total.
Abordaremos as indicações dos diversos componentes protéticos
pré-fabricados ou personalizados para se obter um adequado condicionamento
dos tecidos gengivais adjacentes e para as restaurações definitivas,
sejam elas convencionais ou pelos sistemas computadorizados.
Uma das maiores preocupações nas restaurações estéticas
está na manutenção da arquitetura gengival e a presença
da papila interdental para preencher a área de contato interproximal
dos dentes adjacentes.
Portanto, o sucesso estético vai depender de uma série de fatores
como:
• A posição da gengiva marginal livre comparada com o dente adjacente.
• A espessura do tecido mole ao redor da restauração.
• Topografia gengival, que pode ser plana ou escalopada.
• A forma do dente que pode variar entre quadrado e triangular.
• O nível da crista óssea com os dentes adjacentes que devem
suportar o contorno dos tecidos moles.
• A correta posição tridimensional do implante que deve contribuir
para o correto perfíl de emergência e contorno gengival.
Após a colocação do implante, existem muitas considerações
estéticas, que devem ser observadas.
A qualidade do tecido periimplantar depende do perfeito desenvolvimento do
perfíl de emergência. O perfil de emergência será definido
pela posição tridimensional do implante, forma do componente
protético e/ou contorno da coroa definitiva.
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