10º Simpósio ImplantNews

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Em 1965, quando o primeiro implante foi realizado pelo professor Brånemark, a história da Odontologia começou a mudar. Estudos foram realizados e em 1990 teve início a função imediata, extração e colocação dos dentes na mandíbula, De lá para cá os avanços foram muitos e hoje a função imediata é um consenso mundial na literatura. No entanto, saber o momento certo para a colocação de implantes após a extração dos dentes é a grande questão para os implantodontistas.

Resumo

O 10º Simpósio ImplantNews, realizado pela primeira vez no Estado do Rio Grande Sul, aconteceu no dia 8 de julho, no auditório da ABO – Associação Brasileira de Odontologia -, em Porto Alegre. O tema em pauta, “Estratégias para colocação de implantes pós-exodontia estética”, mostrou-se um assunto bastante atual e de interesse para os implantodontistas.

Gerson Bernd, mestre em Periodontia e professor do curso de especialização da ABO/RS, traçou um rápido histórico da Implantodontia, ressaltando os 40 anos da Osseointegração no mundo, e falou da importância na preservação dos alvéolos pós-extração para posterior colocação do implante. “Quando da remoção de um dente, perde-se de 20 a 30% de tecido ósseo e ocorre uma previsível reabsorção no rebordo no sentido bucolingual e ápico coronal. Assim, temos de ter todo o cuidado, visando eliminar possíveis enxertos ósseos ou pelo menos minimizar o procedimento que vem a seguir, ou seja, o enxerto do tecido duro e mole, diminuindo a complexidade de futuros tratamentos”, destaca.

A colocação precoce, com extração, cicatrização dos tecidos moles e colocação do implante seguido do momento da regeneração óssea é bastante comum. Esta foi a abordagem feita por Waldemar Polido, coordenador do curso de especialização em Implantodontia da ABO/RS. Segundo o III Consenso da Conferência ITI, realizada no ano passado, foram definidos quatro possíveis modalidades de colocação do implante em relação ao momento da extração. O simposiasta abordou os dois primeiros tipos: 1, implante imediatamente após a exodontia e 2, cobertura completa com tecido mole de quatro a oito semanas para a colocação do implante ou do enxerto ósseo.

Para José Cícero Dinato, doutor em Implantodontia, mestre em Prótese Dentária – Unesp e professor adjunto da UFRGS, a grande dúvida para os implantodontistas é saber o momento certo da colocação do implante. “É diferente de uma dentística, por exemplo, que dá para repetir se não ficar boa. “Na Implantodontia não temos essa chance, o que temos observado é uma dificuldade grande em refazer implantes. Assim, é fundamental que exista um planejamento periimplantar para evitar reparos futuros e também a sondagem para avaliar o melhor momento da colocação do implante”, ressalta.

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