Dados
da Organização Mundial da Saúde (OMS)
apontam que 10% da população brasileira tem
necessidades especiais. Destes, 5% são deficientes
mentais; 2% físicos; 1,5% auditivos; 1% múltiplos;
e 0,5% visuais. Para o Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatística (IBGE), esse percentual é de
14,5%, sendo 1,24% mentais; 0,59% físicos; 2,42%
auditivos; 3,32% múltiplos; e 6,97% visuais. Contribuir
para o bem-estar físico, mental e emocional desses
pacientes, que hoje contam com uma classificação
bem mais abrangente, e assim promover uma melhora na qualidade
de vida deles, inclui uma saúde bucal com perfeito
controle.
No
entanto, prestar atendimento odontológico
aos pacientes com necessidades especiais ainda é um
mito para muitos cirurgiões-dentistas. A prática,
contudo, é muito mais simples do que os profissionais
costumam imaginar. Requer um bom diagnóstico e preparo
do paciente, que pode ser submetido desde uma simples restauração
até um tratamento que inclua Implantodontia.
O assunto e a questão da regulamentação,
em 2002, do curso de Especialização em Pacientes
com Necessidades Especiais foi debatido na Mesa-Redonda,
realizada no dia 2 de agosto, que teve entre os convidados
as doutoras
Maria Lucia Zarvos Varellis, especialista em Odontologia
para Pacientes com Necessidades Especiais e vice-diretora
do Departamento
de Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais
da APCD; Alessandra Mazzoni, especialista em Dentística
Restauradora e mestre pela Unifesp em Ciências da
Saúde,
com tese em pacientes hemofílicos; Marcos Rogério
Godoy, terapeuta ocupacional, pós-graduado em neuropsicomotor;
Mario Roberto Perussi, Cirurgião Bucomaxilofacial;
e Luiz Antonio Gomes (também mediador do encontro),
diretor responsável da revista ImplantNews.
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