Com
75% da população idosa desdentada, o Brasil
começa
a abrir espaço nas universidades para os cursos de
especialização
em Odontogeriatria. Mas os avanços na área
ainda são lentos, com poucos profissionais em atuação.
Resumo
Daqui
a 20 anos o Brasil será o 6º país
em população idosa. Pensar nessa estatística
traz questionamentos sobre o futuro dessa geração,
principalmente no que se refere a qualidade de vida e a saúde.
Na área
odontológica, doenças relacionadas à cavidade
bucal, sobretudo em virtude de próteses mal-adaptadas,
são uma realidade nos dias de hoje, que certamente
serão diferentes no futuro, frente a ações
políticas quanto a prevenção, exigindo
planejamento para as demais décadas.
O envelhecimento traz consigo o aparecimento de doenças ditas crônicas
degenerativas, com características específicas em cada indivíduo,
motivo pelo qual não há um estereótipo do processo.
Este é o campo da Odontogeriatria, uma especialidade que visa tratar a
saúde bucal conhecendo as particularidades de cada doença crônica
instalada no paciente, com conhecimento das limitações de um organismo
que está envelhecendo. Para que isto aconteça é de extrema
importância a relação com outros profissionais, que também
possuam visão gerontológica como fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais,
nutricionistas, fonoaudiólogos, psicólogos.
O assunto foi amplamente debatido em Mesa-Redonda, realizada no dia 11 de maio,
e teve entre os convidados as doutoras Denise Tibério, especialista Odontogeriatria;
Paula Pelegrini, fonoaudióloga; e Sheila Araújo Costa, nutricionista.
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