Implantes
curtos e inclinados, lateralização do nervo
alveolar inferior, enxertos ósseos autógenos
e distração osteogênica são
métodos alternativos para resolver casos aparentemente
insolúveis na Implantodontia. O assunto foi amplamente
debatido no 13º Simpósio ImplantNews, sob o
tema “Opções de tratamento de mandíbula
posterior parcialmente desdentada – opções
cirúrgicas e protéticas”.
Resumo:
Um
dos principais objetivos dos ciclos de Simpósios da Revista ImplantNews é o
de promover amplos debates sobre temas relevantes da Implantodontia. No dia 22
de março, esse compromisso foi confirmado no Núcleo de Educação
Continuada, em Araçatuba, interior de São Paulo, onde aconteceu
o 13º Simpósio que reuniu especialistas, professores, assinantes
e integrantes do Conselho Científico da ImplantNews.
O tema abordado, “Opções de tratamento de mandíbula
posterior parcialmente desdentada – Opções cirúrgicas
e protéticas”, foi exposto de maneira clara e didática pelos
simposiastas, gerando grande interesse por parte do público presente.
Para debatê-lo foram convidados os especialistas Paulo Sérgio Perri
de Carvalho, Idelmo Rangel Garcia Junior, Eduardo Piza Pellizzer e Fellippo Ramos
Verri, integrantes do corpo docente dos Departamentos de Prótese e Cirurgia
da Faculdade de Odontologia de Araçatuba - Unesp.
A mediação do Simpósio foi feita por Luiz Antonio Gomes,
diretor responsável da ImplantNews, que saudou os presentes e fez a abertura
do encontro.
A reabilitação de pacientes parcialmente desdentados conta com
uma série crescente de alternativas de tratamento, sobretudo naqueles
casos em que o método convencional não se aplica, por razões
anatômicas. “Quando estamos diante de um extremo livre bilateral,
divisão A, significa que temos osso em quantidade tanto em largura quanto
em espessura e para reabilitar casos como esse nada melhor do que utilizarmos
implantes convencionais unidos entre si, procurando fazer com que haja a esplintagem
e, se possível, um implante em cada dente perdido. Na divisão B,
caso em que não há espessura, mas altura suficiente, a indicação
será um enxerto autógeno; e na divisão C, que apresenta
espessura de rebordo, embora não haja altura, recomendam-se os implantes
curtos ou os angulados, opções para aqueles casos em que os pacientes
não querem ou não podem fazer cirurgias de enxerto ou de lateralização
de nervo”, informa Paulo Sérgio Perri de Carvalho.
De fato, em casos em que há dificuldade de se propor enxerto, a literatura
fala dessas duas alternativas: implantes curtos e inclinados para reabilitação
de pacientes parcialmente desdentados na região posterior mandibular.
Segundo Idelmo Rangel Garcia Jr., tanto uma opção quanto outra
podem acarretar complicações relacionadas ao feixe vásculo-nervoso
do alveolar inferior. “Já a opção pela lateralização é feita
para se criar um espaço e ter a condição clínica
de colocar implantes com o comprimento acima de 7 mm e, assim, ter a possibilidade
de uma ancoragem cortical”, diz.
Por outro lado, quando acontece uma reabsorção um pouco maior,
mesmo assim é possível reabilitar com implante convencional, fazendo
uma fixa de três elementos, o que seria ideal. “Diversos autores
sugerem técnicas de moldagem diferentes, por exemplo, de moldagem funcional,
para que venha a diminuir a diferença da resiliência do dente suporte
e da fibromucosa para que o paciente consiga desenvolver uma mastigação
melhor. Existe um trabalho de 1993, em que o autor fala sobre as vantagens da
associação da removível com o implante, entre elas a prevenção
da reabsorção do osso, ao mesmo tempo que dá uma retenção
adicional para a removível, de forma que o estresse no dente-suporte ou
nos dentes de uma maneira geral seja bem menor; além disso reduz a necessidade
do número de retentores e posso utilizar poucos dentes para o desenho
da removível, deixando o paciente numa condição bem mais
confortável”, afirma Eduardo Piza Pellizzer.
De acordo com Fellippo Ramos Verri, “o ideal é quando de um lado
há o implante, do outro a raiz e entre eles um defeito ósseo que,
caso o paciente não se proponha a um enxerto, a uma lateralização
de nervo mandibular ou a outro recurso cirúrgico que possibilite utilizar
mais implantes como suporte, fica a opção entre unir esse dente-suporte
com o implante. Mas o assunto é muito polêmico, é necessário
ter critérios, tanto na seleção do paciente quanto no que
se vai propor a ele; consideramos, assim como a literatura também considera,
que é muito mais viável pensar numa forma cirúrgica para
se colocar dois ou três implantes, com o intuito de apoiar essa prótese
totalmente sobre implante. Os estudos mostram, por exemplo, que a reabsorção óssea
a longo prazo são compatíveis com a reabsorção normal,
que seriam somente as próteses implanto-suportadas”, destaca.
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