A
partir desta edição, a revista ImplantNews
dá início ao curso seriado de Prótese
sobre Implante, tema que será dividido em seis
módulos, sendo cada qual escrito por um grupo
de pesquisadores e clínicos com notável
experiência nessa área. O primeiro capítulo, – Planejamento
Protético-Cirúrgico em Implantodontia – foi
abordado pelos colegas Cláudio Luiz Sendyk e Wilson
Roberto Sendyk.
Resumo:
O uso de implantes osseointegrados
em Odontologia existe para que se tenha melhor solução protética, tanto funcional quanto
estética, na substituição dos elementos dentais ausentes,
melhorando a qualidade de vida do paciente, quando comparadas às possibilidades
de tratamento existentes há vinte anos. Programar e planejar tratamentos
integrados dentro da especialidade de forma coordenada e harmônica, almejando
a maior eficiência e adequação, com visão clínica
voltada para o todo, têm sido a nossa principal meta.
Percebemos na literatura uma preocupação em se abordar planejamentos
protéticos de maneira segmentada e estática por motivos didáticos.
Este tema, porém, exige a dinâmica e o conhecimento de toda a
Odontologia. Prótese é a arte de substituir na estética
e na função um ou vários elementos ausentes. Para tanto,
não nos bastam os ensinamentos básicos de confecção
das próteses: totais, fixas, removíveis, adesivas, implanto-suportadas
ou mesmo mistas entre si. Muitas vezes necessitamos apoiá-las ou prendê-las
nos elementos adjacentes, onde a correta validação deste “pilar
protético” faz-se necessária. Quanto maior for a experiência
clínica e os conhecimentos adquiridos por um profissional, melhor será a
sua capacidade de julgar o planejamento correto em cada situação
que se faça presente. A prótese sobre implantes é, sem
dúvida, a mais indicada atualmente dentre as várias próteses
existentes. Seu uso se justifica pelo sucesso de sua aplicação,
comprovado nestes 40 anos de existência. Sua utilização
local é limitada apenas pela quantidade de relevo ósseo disponível
onde a altura, a espessura e a densidade irão definir o padrão
do implante osseointegrado que será empregado. Assim, no planejamento
com implantes, deveremos possuir exames radiográficos complementares
de alta qualidade, uma correta anamnese do paciente, modelos de estudo com
enceramento de diagnóstico montados em articulador, e uma guia cirúrgica
que nos auxilie no ato cirúrgico de colocação dos implantes.
Uma vez colocados, os implantes não podem ser movimentados já que
não existem ligamentos periodontal ou periimplantar presentes. Por este
motivo, devem ser colocados de tal modo que as forças oclusais sejam
as mais axiais possíveis aos implantes e que as forças laterais,
mais destrutivas, sejam evitadas. A possibilidade de podermos implantar uma
nova raiz, agora de titânio, no local onde existiu outrora uma raiz natural,
modifica totalmente a visão, até então, dos planejamentos
das próteses dentais. Seu uso quase que exclui a utilização
definitiva de próteses parciais removíveis, próteses adesivas,
próteses totais e mesmo das próteses fixas sobre dentes naturais.
Como a indicação de implantes osseointegrados esbarra na quantidade
e na qualidade de osso presente no local, este passou a representar o papel
mais importante. Estuda-se muito como criar rebordo ósseo para aqueles
pacientes que o perderam ou como manter este rebordo após uma exodontia.
Quando instalada uma doença periodontal mais grave, como saber qual é o
momento certo e se deveremos realizar a “eutanásia” de alguns
elementos dentais, em benefício do volume de processo ósseo alveolar
remanescente.
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