Em
1980, quando Brånemark teve a iniciativa de reabilitar
pacientes com enxerto ósseo e implantes osseointegrados,
começava uma nova era para a técnica de
enxertia. A evolução ocorrida nesses 25
anos tem sido notável e vem possibilitando melhoria
contínua de resultados.
Três profissionais – os doutores José Massayoshi
Miyagusko, cirurgião-dentista especialista em
Cirurgia Bucomaxilofacial; Sergio Takeji Mitsuda, cirurgião-dentista,
especialista em Cirurgia Bucomaxilofacial e médico
otorrinolaringologista; Luis Antonio Violin Dias Pereira,
médico e professor do Departamento de Histologia
e Embriologia da Unicamp – apresentaram as suas
experiências no Simpósio Implant News realizado
em 1º de abril no Centro de Qualificação
Profissional da 3i, em São Paulo.
Na visão do doutor Massayoshi, existem diversas
técnicas e métodos de reconstrução óssea,
cada qual com indicação precisa. Um fator
atualmente muito considerado é a estética.
O enxerto ósseo supre muito bem a necessidade
das correções, observou. Sua apresentação
foi ilustrada com as soluções adotadas
em três casos pela equipe.
O doutor Sergio
Takeji Mitsuda abordou as técnicas
cirúrgicas para retirada do ilíaco e um
caso clínico de reconstrução de
maxila atrófica. Assinalou que a experiência
e os estudos têm demonstrado que a crista ilíaca
anterior apresenta a vantagem de fornecer quantidade
e qualidade óssea suficientes para a maioria das
reconstruções bucomaxilofaciais, em relação à crista
ilíaca posterior, utilizada para grandes reconstruções
e artroses de coluna.
Prosseguindo
o simpósio, o doutor Luis Antonio
Violin Dias Pereira analisou a importância da embriologia
no êxito de um enxerto ósseo. Sublinhou
que, ao contrário do que a literatura científica
sustenta, não ocorre perda, por reabsorção,
de até 60% dos enxertos de ilíaco: “Os
enxertos ósseos autógenos, quando respeitados
todos os princípios biológicos, não
devem sofrer redução de tamanho nem sofrer
reabsorção, porque são incorporados
pelo processo de remodelação.”
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