É essencial que os cursos de graduação
em Odontologia proporcionem aos alunos conhecimentos mínimos
de Prótese Bucomaxilofacial, ainda que sob o aspecto
informativo.
Esse é o único meio pelo qual será despertado
o interesse pela matéria, gerando, assim, envolvimento
e compromisso profissional na melhoria da qualidade de
vida dos pacientes portadores de lesões do complexo
maxilofacial.
A conclusão é dos participantes da Mesa-Redonda
O Panorama Atual das Reabilitações com Próteses
Bucomaxilofaciais, que prosseguiram na análise do
tema, proposto na edição anterior de Implant
News.
Na opinião da doutora Beatriz Silva Câmara
Mattos, do Departamento de Cirurgia, Prótese e Traumatologia
Maxilofaciais da Faculdade de Odontologia da Universidade
de São Paulo, o ensino e a capacitação
de novos profissionais deverão proporcionar o desenvolvimento
e a descentralização de serviços multiprofissionais
para permitir acesso de um maior número de pessoas
ao tratamento.
Para a doutora Célia Moro Dutilh, do Instituto Dutilh
de Reabilitação Facial e Oral, de Campinas
(SP), são poucas as opções para quem
quiser se especializar em prótese bucomaxilofacial.
Em relação à qualidade dos implantes
intra e extra-orais produzidos no País, ela afirma
serem de alta qualidade, proporcionando indiscutível
melhoria na qualidade de vida do paciente.
O médico Edmur Pastorelo, diretor-presidente da
Fundação Oncocentro de São Paulo,
prevê que a indústria de implante irá chegar
ao estágio em que as linhas de produção
e os custos de novos materiais tenham um preço acessível,
até para o SUS. “O que nos falta é uma
ação de Estado para um programa de prevenção
de câncer de cabeça e pescoço, bucomaxilofacial”,
destaca.
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