Resumo Mesa-Redonda
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O
Brasil tem carência de instituições
tecnicamente capazes de tratar de pacientes que precisam de Prótese
Bucomaxilofacial. Além disso, as Faculdades de Odontologia
transmitem poucas informações a respeito do tema
e não há equipes multidisciplinares em quantidade
suficiente para cuidar dos milhares de pacientes que aguardam
uma oportunidade de tratamento.
Nada menos que 10 mil pessoas
contraem câncer de boca anualmente no Brasil. Enquanto essas
pessoas não são submetidas a tratamento de
reabilitação, a maior parte se transforma em
autênticos mortos-vivos, segregados do convívio
social.
Os pacientes que mais sofrem são aqueles de poder
aquisitivo baixo. Apesar desse quadro preocupante, muitos
cirurgiões-dentistas talvez desconheçam as
possibilidades proporcionadas, em termos de mercado de
trabalho, pelo uso dos implantes osseointegrados nas reabilitações
com próteses bucomaxilofaciais. É uma área
multidisciplinar que tem condições de absorver
quantidades expressivas de cirurgiões-dentistas,
e contribuir para resgatar para a vida social milhares
de pessoas que atualmente vivem escondidas em suas casas.
Participaram
da Mesa-Redonda os cirurgiões-dentistas
José Divaldo Prado, especialista em Estomatologia
e atualmente trabalhando no Departamento de Estomatologia
do Hospital do Câncer de São Paulo; Marcelo
Ferraz de Oliveira, que se dedica a próteses faciais
e a projetos do doutor Brånemark no Brasil, e Luciano Lauria
Dib, cirurgião bucomaxilofacial e coordenador da
disciplina de Cirurgia de Cabeça e Pescoço
da Unifesp.
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