A campanha de prevenção desenvolvida
pela APIO - Associação Paulista de Implantologia
Oral - lançada e discutida no I Fórum APIO de Atrofia Óssea
Bucal, em maio do ano passado - ganha sinergia entre os profissionais
do segmento de Implantodontia e começa a delinear suas
primeiras ações.
Dente
Ausente, Doença Presente. Com este slogan,
a Campanha de Prevenção da Atrofia Óssea
Bucal pretende contornar um grave problema de saúde pública
no Brasil, que atinge quase 70% da população acima de 45 anos
e cerca de 64% dos indivíduos entre 65 e 74 anos.
Esses resultados são apontados em todas as classes econômicas,
revelando a necessidade da difusão de informações preventivas
como uma das formas mais efetivas de contribuir para a reabilitação
oral.
“O trabalho de conscientização da população
tem que seguir os mesmos moldes adotados nas campanhas de prevenção
da cárie dental. Informar sobre os graves problemas originados pela atrofia óssea
progressiva e suas graves conseqüências para a saúde bucal é um
processo que deve caminhar gradativa e ininterruptamente”, avalia Aziz
Constantino, presidente da APIO.
A Campanha de Prevenção da Atrofia Óssea Bucal tem obtido
apoio irrestrito das principais entidades da Odontologia, profissionais do
segmento de Implantodontia - professores, especialistas e empresários
de suprimentos do setor - além de formadores de opinião.
Consciência
e engajamento
Dividida em etapas distintas, a proposta da campanha é criar o respaldo
científico e o apoio político necessário a um programa
de saúde pública. “A questão fundamental em iniciativas
como essa é viabilizar ações para informar a população”,
observa o professor Aziz. E são vários os caminhos a trilhar:
captação de recursos - via apoio do governo -, consciência
e engajamento da classe odontológica e dos setores produtivos e de
implantes.
Na primeira etapa, o foco é obter apoio político. Na segunda,
divulgar os conceitos e a importância da prevenção para
a classe odontológica. Só então, na terceira e última
etapa, é que a campanha será disseminada junto ao público,
com ação direta da mídia e de cada cirurgião-dentista,
como agente efetivo na difusão das informações e conceitos
que envolvem o problema.
Com a divulgação da campanha, delineia-se um poderoso mecanismo
de informação para educar a população. “É preciso
criar uma nova mentalidade nos pacientes que imaginam a perda dos dentes
como um final de linha. Apontar os implantes odontológicos como um
caminho para a prevenção da reabsorção óssea é um
importante desafio para a classe odontológica”, pondera o presidente
da APIO. Afinal, a eficácia dos implantes na interrupção
da reabsorção óssea por desuso é comprovada cientificamente
como a única forma existente de combater esse processo em desdentados.
Segundo Aziz Constantino, estima-se que haja total sinergia entre os diversos
setores da Odontologia e múltipla participação dos profissionais
engajados. Essa cadeia produtiva permitirá que a campanha se desenvolva
e se propague, com a força necessária a uma campanha de saúde
pública tão importante quanto a de Prevenção
da Atrofia Óssea Bucal.
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