| O ARTIGO DO MÊS |
||||||||||||||||||||
|
||||||||||||||||||||
|
||||||||||||||||||||
Um dos paradigmas clínicos estéticos na Implantodontia contemporânea reside extração dentária e colocação imediata, bem como na escolha dos diferentes tipos de superfícies dos implantes que teoricamente forneceriam resultados diversos de reparo no osso da crista ao longo do tempo. Disto deriva o conceito de sobrevivência dos implantes (quando o implante está em função, mas não conseguiu manter níveis ósseos e gengivais satisfatórios). Como curiosidade, estas taxas de sobrevivência variam de 91% a 100%. Neste estudo, também realizado em cães da raça beagle, os dentes (terceiro e quatro pré-molares) foram extraídos e os implantes colocados imediatamente. Quatro superfícies foram testadas e os animais sacrificados depois de seis semanas para análise histológica. A hipótese é que as taxas de osseointegração seriam diferentes e, consequentemente, o modelamento ósseo na tábua cortical vestibular influenciado pelos implantes com estes tipos de superfícies. Abaixo, podemos observar um resumo com os principais valores médios deste estudo, após seis semanas, em oito cães da raça beagle, sendo que as diferenças observadas entre os grupos não foram estatisticamente significativas:
Da mesma forma, as análises histomorfométricas mostraram valores diferentes para as alterações ocorridas na crista óssea. As diferenças foram significativas apenas no lado lingual entre os grupos Astra Tech e Straumann. A perda óssea média geral foi de 2,5 mm. A conclusão é que após seis semanas, nem a superfície ou o desenho do implante foram capazes de influenciar significativamente o reparo ósseo nos alvéolos de extração recente. Entretanto, a perda óssea ainda constitui um fator preocupante no resultado estético longitudinal quando estes implantes são colocados imediatamente. Assim, cabe ao implantodontista o alerta e o dever de esclarecer seus pacientes. |



