| O ARTIGO DO MÊS |
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Diversas técnicas cirúrgicas aplicadas à Periodontia e Implantodontia visam minimizar o trauma aos tecidos duros e moles. Quando o prognóstico dentário é ruim ou numa tentativa de se minimizar o processo de reabsorção do osso alveolar, um procedimento sem retalho (flapless) é preconizado. Existem diversos relatos casuais de que os procedimentos flapless são capazes de manter a arquitetura periodontal, favorecendo a estética. Entretanto, na era da Odontologia baseada em evidências, todos os procedimentos devem ter seus riscos e benefícios analisados. Neste artigo, a proposta é analisar as alterações que ocorrem no rebordo quando a cirurgia para extração dentária é feita com e sem o levantamento do retalho. Um modelo experimental em cães beagle foi utilizado. O segundo pré-molar inferior teve uma de suas duas raízes seccionadas (onde uma foi tratada endodonticamente e a outra extraída). Esta extração foi realizada com e sem retalho. Todos os procedimentos foram realizados seguindo-se cuidadosamente os protocolos de randomização. Mas qual a grande novidade? Os autores tomaram alguns cuidados importantes: 1. Registrando o tempo em que o retalho permaneceu levantado (15 minutos, uma padronização difícil de ser encontrada nos estudos publicados até hoje); 2. Aguardando pelo menos seis meses até o sacrifício e exame histológico dos espécimes (já que o processo pode durar entre três e doze meses); e 3. Seccionando as amostras no sentido vestibulolingual (onde ocorrem as maiores alterações na crista do rebordo). Após a análise histológica, os resultados mostraram que as alterações foram maiores na parede vestibular de ambos os procedimentos:
JCE= junção cemento-esmalte; EJ = epitélio juncional; CO=crista óssea. P<0,05. Ainda, as alterações nos níveis apicais e médios ósseos foram comparativamente menores e não tão significativas. Entretanto, ao nível coronal, estas alterações nas áreas superficiais são mais significativas e praticamente iguais nas técnicas sem e com retalho, sendo 35%. Uma conclusão posterior é que a relação custo-benefício da técnica flapless possuirá um impacto decisivo (leia-se “imprevisível”) em procedimentos que visam a colocação imediata do implante e uma harmonia estética melhor entre o tecido peri-implantar e as coroas totais definitivas. Em uma era onde a natureza quase sempre é desafiada pela “tecnologia”, o implantodontista cada vez mais precisa de estudos bem conduzidos e forte embasamento científico para proporcionar aos seus pacientes resultados mais duradouros.
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