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  O ARTIGO DO MÊS
 

 

 
 

Soft tissue cone-beam computed tomography: a novel method for measurement of gingival tissue and the dimensions of the dentogingival unit

Januário AL, Barriviera M, Duarte WR. J Esthet Restor Dent 2008;20:366-74.


 

Não existe nada mais desagradável ao paciente do que a sondagem óssea para verificação das distâncias biológicas antes da cirurgia periodontal para aumento de coroa clínica. Da mesma forma, os implantodontistas ficam preocupados em extraírem dentes anteriores fraturados e/ou que precisam da colocação imediata dos implantes. Dependendo do biótipo periodontal (fino ou espesso), o prognóstico à estética é desfavorável. Mas pensem: não seria interessante termos uma visualização não invasiva, indolor e não destrutiva dos tecidos moles e duros que compõem o periodonto?

É o que estes autores brasileiros fizeram: utilizaram a técnica do feixe cônico na tomografia computadorizada, afastando os lábios e as bochechas durante o exame de pacientes com biótipos periodontais finos e espessos. Isto melhorou significativamente a visualização dos limites entre gengiva e crista alveolar. Ainda, o programa de computador permite medir as distâncias entre junção cemento-esmalte e a crista alveolar, bem como a espessura das corticais vestibulares e linguais na região anterior superior.

Bastaram 40 segundos para que toda a região de interesse fosse visualizada, e o uso do afastador de lábio e bochechas mostrou-se efetivo na melhora do contraste tomográfico.
Este método não destrutivo é inédito. O sistema utilizado (iCAT) encontra-se disponível comercialmente no Brasil.

Embora o modelo experimental tenha incluído apenas três pacientes jovens com boa dentição natural, ele constitui um método simples para repetir a avaliação das dimensões dentogengivais em humanos. Assim, amostras maiores no futuro podem ou não confirmar os achados relatados em artigos clássicos, melhorando a nossa compreensão sobre a influência do biótipo periodontal na estética dentária e do tecido mole.

Estas imagens tridimensionais reconstruídas podem guiar o implantodontista, mostrando-se o local potencial para colocação dos implantes. Fenestrações ou defeitos semilunares dificultariam a ancoragem e/ou cicatrização, assim as imagens indicariam o local mais adequado ou evidenciariam a real necessidade de enxertia óssea. As aplicações são imensas e estamos apenas no começo.

Os pacientes agradecem!!!

 

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