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7º Workshop Europeu em Periodontia
08 de dezembrode 2011 • 15:28
 
O 7º Workshop Europeu em Periodontia teve seu conteúdo publicado na revista Journal of Clinical Periodontology de 2011, atualmente com o maior fator de impacto (próximo a quatro), alcançando o mesmo patamar de publicações internacionais como o Journal of Dental Research e Periodontology 2000. O destaque vai para o artigo referente a “Peri-implantite e tipos de superfície nos implantes”:

Após uma busca detalhada sobre o assunto em bases de dados mundiais, foram encontrados apenas quatro artigos clínicos e dezenas de trabalhos laboratoriais. Vamos nos concentrar nos trabalhos clínicos:

Autores

Tipo de implante / tempo de avaliação

Resultados

Wennerberg et. al. (2003)

Nobel Biocare / 4 semanas

Sem relação entre a resposta inflamatória e a topografia de superfície

Åstrand et. al. (2004)

Branemark system (usinado) e superfície TPS / 3 anos

Risco aumentado de periimplantite para implantes TPS comparados aos implantes usinados

Wennström et. al. (2004)

Astra Tech (usinado)
Astra Tech (Tioblast) / 5 anos

Sem risco de peri-implantite na comparação entre os implantes usinados e com duplo ataque ácido

Zetterqvist et. al. (2010)

Biomet 3i (híbrido dual)
Biomet 3i (duplo ataque ácido) / 5 anos

Sem risco aumento de periimplantite na comparação entre o híbrido e o duplo ataque ácido

Como se observa, as pesquisas sobre peri-implantite em seres humanos ainda estão engatinhando. Mesmo assim, alguns aspectos interessantes foram levantados:

1. A taxa de peri-implantite mundial varia entre 12% e 58%. A explicação mais óbvia é que cada autor adota uma definição diferente sobre o que é a doença, e assim os resultados tornam-se totalmente diferentes.

2. É a rugosidade e/ou o tipo de superfície de implante possivelmente responsável pela peri-implantite? Esta questão ainda não tem resposta, já que dados na literatura são controversos.

3. Ainda não existem evidências que diferentes tipos de superfícies possuam distintos tipos de microorganismos, e assim, por enquanto, o papel da superfície cai por terra.

4. Dados complementares apenas revelam que a má condição de higiene, o tabagismo, e diabetes aumentam o grau de risco para peri-implantite. E também pode-se concluir que os pacientes parcialmente edêntulos têm maior risco de peri-implantite do que são totalmente edêntulos.

Por fim, a revisão atual revelou que apenas alguns estudos forneceram dados sobre como as superfícies dos implantes influenciam a doença peri-implantar. Com base nos dados escassos, não existe evidência de que a superfície do implante tenha um efeito significativo no surgimento da peri-implantite. Voltamos à velha máxima: prevenção e conscientização do paciente!

Leia mais em:

Renvert S, Polyzois I, Claffey N. How do implant surface characteristics influence peri-implant disease? J Clin Periodontol 2011;38(suppl.11):214-222.

 
 
 
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