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O 7º Workshop Europeu em Periodontia teve seu conteúdo publicado na revista Journal of Clinical Periodontology de 2011, atualmente com o maior fator de impacto (próximo a quatro), alcançando o mesmo patamar de publicações internacionais como o Journal of Dental Research e Periodontology 2000. O destaque vai para o artigo referente a “Peri-implantite e tipos de superfície nos implantes”: |
Após uma busca detalhada sobre o assunto em bases de dados mundiais, foram encontrados apenas quatro artigos clínicos e dezenas de trabalhos laboratoriais. Vamos nos concentrar nos trabalhos clínicos:
Autores |
Tipo de implante / tempo de avaliação |
Resultados |
Wennerberg et. al. (2003) |
Nobel Biocare / 4 semanas |
Sem relação entre a resposta inflamatória e a topografia de superfície |
Åstrand et. al. (2004) |
Branemark system (usinado) e superfície TPS / 3 anos |
Risco aumentado de periimplantite para implantes TPS comparados aos implantes usinados |
Wennström et. al. (2004) |
Astra Tech (usinado)
Astra Tech (Tioblast) / 5 anos |
Sem risco de peri-implantite na comparação entre os implantes usinados e com duplo ataque ácido |
Zetterqvist et. al. (2010) |
Biomet 3i (híbrido dual)
Biomet 3i (duplo ataque ácido) / 5 anos |
Sem risco aumento de periimplantite na comparação entre o híbrido e o duplo ataque ácido |
Como se observa, as pesquisas sobre peri-implantite em seres humanos ainda estão engatinhando. Mesmo assim, alguns aspectos interessantes foram levantados:
1. A taxa de peri-implantite mundial varia entre 12% e 58%. A explicação mais óbvia é que cada autor adota uma definição diferente sobre o que é a doença, e assim os resultados tornam-se totalmente diferentes.
2. É a rugosidade e/ou o tipo de superfície de implante possivelmente responsável pela peri-implantite? Esta questão ainda não tem resposta, já que dados na literatura são controversos.
3. Ainda não existem evidências que diferentes tipos de superfícies possuam distintos tipos de microorganismos, e assim, por enquanto, o papel da superfície cai por terra.
4. Dados complementares apenas revelam que a má condição de higiene, o tabagismo, e diabetes aumentam o grau de risco para peri-implantite. E também pode-se concluir que os pacientes parcialmente edêntulos têm maior risco de peri-implantite do que são totalmente edêntulos.
Por fim, a revisão atual revelou que apenas alguns estudos forneceram dados sobre como as superfícies dos implantes influenciam a doença peri-implantar. Com base nos dados escassos, não existe evidência de que a superfície do implante tenha um efeito significativo no surgimento da peri-implantite. Voltamos à velha máxima: prevenção e conscientização do paciente!
Leia mais em:
Renvert S, Polyzois I, Claffey N. How do implant surface characteristics influence peri-implant disease? J Clin Periodontol 2011;38(suppl.11):214-222.
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