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Carmagnola D, Abati S, Adds A, Ferrieri G, Chiapasco M, Romeo E, Vogel G. Time sequence of bone healing around two implant systems in minipigs: preliminary histologic results. Int J Period Restorat Dent 2009;29:549-555 |
Um dos aspectos mais questionados na prática odontológica é o momento de se fazer (ou não) o carregamento imediato dos implantes. Segundo a literatura, isto depende da qualidade do reparo ósseo peri-implantar (interface ossoimplante). A subjetividade desta etapa clínica tem sido investigada com dispositivos de análise de frequência de ressonância e acelerômetros, já que o diagnóstico das mudanças quantitativas na interface depende de métodos invasivos e não apropriados aos pacientes. Soma-se ao problema a enormidade de superfícies existentes no mercado e a promessa de uma osseointegração “melhor” ou “mais rápida”.
Neste estudo, os aspectos da interface ossoimplante foram avaliados ao longo de sete semanas, para duas superfícies diferentes (jateada-condicionamento ácido e deposição anódica). Os implantes foram colocados em minipigs, lado a lado, no mesmo quadrante mandibular.
As porcentagens de contato ossoimplante encontradas foram:
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3 dias |
7 dias |
14 dias |
21 dias |
28 dias |
35 dias |
42 dias |
49 dias |
| Superfície jateada/ácido |
37 |
57 |
86,1 |
93,7 |
84,3 |
92,6 |
93,7 |
85,1 |
| Superfície anódica |
84,4 |
62,9 |
91,7 |
79,5 |
87,9 |
73,1 |
84,5 |
74,1 |
Comparações estatísticas não foram realizadas devido ao número de cortes histológicos (dois para cada período) ser reduzido. Mesmo assim, é interessante observar que as interfaces apresentam uma estabilização maior após 21 dias na superfície jateada/ácido e após 28 dias na superfície anodizada.
Em ambos os sistemas testados, ficou evidenciada uma camada óssea muito delicada após 3-4 semanas de reparo. Resta agora saber (para os mesmos períodos) se a aplicação de carga imediata seria responsável ou não por mudanças futuras na interface ossoimplante.
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